Piscina, playground, salões de festa, sauna, creche, churrasqueira, jardins e lavanderia. Toda estrutura de lazer dividida pelas famílias das 192 unidades que compõem um bloco do empreendimento. É impossível negar a semelhança dos projetos da Construtora Carrilho implementados a partir da década de 90 no Recife com os condomínios clubes que agora aportam na capital pernambucana. Mas antes de fazer comparações, o presidente da empresa, Antônio Carrilho, nega que seus Moradas Recife Antigo, dos Rios e Recife Colonial – os dois primeiros localizados no bairro do Cordeiro, e o último em San Martin – sejam iguais aos empreendimentos anunciados ao longo de 2008. A começar pelo motivo de se investir nesse modelo.
Carrilho conta que na época em que concebeu seu projetos, o céu do mercado imobiliário recifense estava mais do que nebuloso. As portas recém-fechadas do antigo Banco Nacional da Habitação (BNH) haviam provocado um queda significativa no volume de financiamentos habitacionais. A saída era apostar num empreendimento que se sustentasse economicamente à media em que era erguido.
"Como forma de pagamento das unidades, montamos um esquema onde lançávamos uma etapa do projeto que consistia em dois edifícios de seis andares com 24 apartamentos cada. Aqueles compradores que estivessem mais adiantados com seus pagamentos tinham o direito de escolher que unidade morar no primeiro prédio. Já os imóveis do segundo eram sorteados aos demais. Assim, era possível manter o equilíbrio", explica. quanto aos gastos futuros, a divisão dos custos entre tantos moradores, faz com que o valor pago mensalmente para manutenção do condomínio seja bastante em conta.
O primeiro projeto foi o Morada Recife Antigo. Cada bloco de oito prédios recebe o nome de Quinta, sendo a primeira a das praças, lançada em 1993. Em intervalos de anos variados vieram as demais quintas: Pontes, Igrejas, Ruas e Poetas. Em 1999 foi a vez do Morada dos Rios, que fica colado ao primeiro residencial, mas que possui uma estrutura separada. Por fim, em 2000, o Morada Recife Colonial era anunciado.
O modelo desse último, visando um melhor gerenciamento das áreas comuns, instituiu blocos separados por muros, cada um com seus respectivos síndicos. No Morada recife Antigo, os blocos são semi-independentes, mas um morador pode utilizar a área comum de qualquer um deles, por exemplo.